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Seguro na garupa


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Fonte: Diário do Nordeste | Automóvel | CE





A alta nas vendas de motos também está causando curioso fenômeno. Mais gente procura fazer o seguro do veículo. Saiba tudo sobre esse tipo de seguro. Será que vale a pena?

Comprar um carro e não fazer seguro é a maior "roubada", dizem os especialistas. E as motos nessa história? "Seguro de moto zero-quilômetro não é comum em Fortaleza, como é em São Paulo. Mas, aos poucos, o cearense está mudando. O preço não é tão alto como era há dez anos. Hoje o valor é mais acessível e as parcelas são mais suaves. Existem seguradoras como a Sul América que parcelam em até dez vezes", afirma o corretor de seguros Lourival Torres, há quinze anos no ramo.

A procura pelo seguro, de acordo com Torres, tem aumentado devido aos altos índice de furto ou colisão. Para quem não sabe, ele afirma que as mesmas condições de proteção que são oferecidas aos automóveis também são direcionadas para esses veículos de duas rodas.

Segundo ele, o seguro cobre colisão, incêndio roubo e furto. Torres avalia que, o grande problema da moto é que quando tomadas de assalto, sua recuperação agrava-se pois, na maioria, "elas não ficam circulando na cidade, geralmente são depenadas e suas peças vendidas", salienta.

Para ele, o seguro de moto é importante porque além de ser visada por assaltantes, é um veículo de alto risco. "Sempre há colisões diariamente envolvendo esse tipo de veículo. Basta você dar uma olhadinha nos noticiários", diz.

Alto custo

No entanto, por essa infeliz realidade, o que dá segurança ao segurado, torna-se uma dor-de-cabeça para as seguradoras. Cientes das probabilidades de sinistros - ocorrências de acidentes - serem maiores que qualquer outro meio de veículo, os percentuais da apólices tornam-se maiores, por exemplo, de quem possui um automóvel. O corretor Torres confessa que por esse detalhe nem todas as seguradoras prestam esse serviço, pois são consideradas de alto risco para a empresa.

Quanto maior a cilindrada, isto é, a potência, mais caro será o seguro. Uma moto de 660cc, como a Yamaha XT, cujo preço é de R$ 26 mil, sua apólice custa R$ 5 mil, isto é, quase 20% do preço do veículo.

Uma CG Titan 150 Honda - a mais vendida de sua categoria -cujo valor é de R$ 6.200 reais, o seguro sai por R$ 982,00. Entretanto, outra variações podem influenciar no valor do serviço. Um dos principais é o comportamento (o perfil) de quem a está pilotando.

Se você a usa como meio de trabalho, expondo-se constantemente ao perigo, como quem trabalha no sistema delivery, ou seja, pronta-entrega, o valor deverá aumentar. A seguradora também não olha com bons olhos quem é solteiro e bem jovem, entre 18 e 25 anos.

As motos esportivas são as com o maior índice de sinistro. As "customs" são menos visadas e, por isso, têm o seguro mais barato, informa Torres.

Para o corretor, no entanto, o perfil de quem procura essa proteção são de pessoas casadas, com filhos e de faixa etária de 25 a 35 anos e a utilizam tanto no trabalho como lazer.

Para José Vieira, presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Fortaleza, o valor imposto pelas empresas privadas que fazem seguros eram exorbitantes há bem pouco tempo. "Mas atualmente o valor tem caído", diz o presidente.

Ele afirma que para sua classe é importante ser segurado, mas, infelizmente, são poucos que podem ter acesso a proteção, já que os profissionais têm seu orçamento todo comprometido no dia-a-dia. "Acredito que se popularizasse os valores todos sairiam ganhando", finaliza o dirigente.

Mais informações: Consultor em seguros Lourival Torres: 3311-1224/ 9947-6724



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