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Fonte: Fenaseg
Desde 2002, o seguro de crédito na América Latina apresenta um forte crescimento, com taxa média anual de 34% até 2007, e ainda pode dar novos saltos. A receita de prêmios, de US$ 35 milhões em 2002, pulou para US$ 150 milhões no ano passado. Quase um terço do faturamento regional foi gerado no Brasil, que produziu US$ 48 milhões. Contudo, a taxa percentual de expansão do Brasil foi de apenas 17% na virada de 2006 para 2007, a penúltima no ranking entre os cinco maiores mercados, liderado pela Colômbia (43% e prêmios de US$ 15,5 mi), México (32% e US$ 37,6 mi), Argentina (27% e US$ 8,1 mi) e Chile (13% e US$37,7 mi). Nos países de prêmios menores, o destaque é o Peru, com um crescimento de 147% de 2002 a 2007, ano em que fechou com receita de 1,3 milhão.
Os dados foram apresentados pelo presidente da Alasece, Karel van Laack, hoje, no segundo dia da XX Assembléia da Associação Panamericana de Fianças e Garantias (APF-Pasa), que ocorre na cidade do Rio de Janeiro.
O especialista apresentou um prognóstico favorável do seguro de crédito, ao avaliar os mecanismos de sua promoção na América Latina, ao lado de Magdala Cano, presidente do Comitê de Crédito da APF, e do executivo Robert Nijhout, da Icisa.
Segundo Laack, com base em um exercício estatístico (prêmio confrontado ao PIB), considerando-se os principais mercados regionais, o seguro de crédito tem um potencial de crescimento de 24%, ou seja, de US$ 37 milhões.
Esta reação dependerá de uma forte expansão nos países com taxa média de penetração abaixo de 47%. Ou seja, fora Chile e Colômbia, cujas taxas superam a média regional (230% e 89%, respectivamente, no ano passado), a produção deverá crescer no Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela.
O Brasil, com taxa de penetração de 36%, teria de crescer 11 pontos percentuais sua receita; elevando-a de US$ 48 milhões para US$ 62 milhões, um adicional de 29% para atingir a média de mercado.
O México, com taxa de penetração de 42%, ou cinco pontos percentuais de diferença, deveria promover um incremento de 12% na receita de prêmios, de US$ 37,6 milhões para US$ 42,1 milhões.
No exercício simulado, Colômbia e Chile teriam de reduzir receita para uniformizar sua taxa de penetração à média do mercado da América Latina. No primeiro caso, o recuo seria de 47% (de US$ 15,3 mi para US$ 8,09 mi), e no Chile, baixa de 80%, dos US$ 37,7 mi para US$ 7,7 mi.
O especialista considera a expansão do mercado factível, porque a taxa de penetração, apesar do crescimento dos últimos anos (mais de 234% de 2002 em diante), ainda é muito pequena. O Brasil é um dos mercados mais propensos a puxar o crescimento, lembra o especialista, ao destacar que sua receita é a que mais sobe tanto em termos percentuais quanto em números absolutos.
Também a regulação que proíbe a venda de seguro de crédito nos países pequenos por seguradoras sem sede local e a necessidade de um projeto de promoção regional da apólice são outros gargalos identificados pelo especialista.
No caso das restrições impostas por alguns países, não há muito a fazer. Mas em relação à divulgação regional do seguro de crédito, há luz no fim do túnel. Uma campanha, coordenada pela APF e três associações de seguro de crédito, está em via de sair da gaveta.
Após reuniões iniciadas no ano passado, um grupo de trabalho foi criado com o propósito esquadrinhar o projeto "OK Vende", que terá iniciativas diversas, como produção de folhetos e montagem de um site, com link das associações que respaldam o projeto. Ações de marketing na mídia, glossário e publicação de livro são outras medidas que os idealizadores do projeto acreditam que darão nova dinâmica aos mercados de países que subscreverem o projeto "OK Vende".
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